Manifesto

Sobre acesso, escassez e relação.

Notas sobre o que mudou nos mercados internacionais e o que continua a separar quem chega de quem é apresentado.

I

O excesso de informação não produziu acesso.

Há mais dados sobre mercados internacionais do que em qualquer outro momento da história. Há também mais distância entre quem procura interlocutores qualificados e quem efectivamente decide.

Entrar com seriedade num mercado continua a depender de pessoas — instituições, parceiros, advogados, reguladores, operadores. Essas pessoas raramente se encontram em conferências abertas, e quase nunca por correspondência fria.

II

Volume não é profundidade.

Feiras setoriais e missões empresariais multiplicam contactos. Raramente abrem relações que se sustentam no tempo. Agendas cheias durante o evento, silêncio nos meses seguintes — o padrão é conhecido.

Uma apresentação preparada vale mais do que centenas de cartões de visita.

III

Três condições.

Relações internacionais de valor exigem três condições: curadoria de quem está na sala, preparação de cada encontro e continuidade depois do programa terminar. Nenhuma das três sobrevive ao formato dos eventos de massa.

IV

A próxima década.

Os mercados estão a reorganizar-se. A Europa procura novos parceiros, o Atlântico Sul ganha relevância estratégica e o capital privado redesenha as suas teses geográficas.

A próxima década de internacionalização será disputada por quem tiver melhores relações — não por quem tiver mais reuniões.

Connecting leaders. Opening markets. Building long-term relationships.